Ainda existem pessoas que acreditam naqueles médicos que prescrevem as “fórmulas mágicas”. Promessas é que não faltam: emagrecimento “zás-trás”, perda de medidas definitivas; e conferem, a cada componente da imensa gama de 20 ou 30 combinações de nomes fitoterápicos, um significado próprio e único. A lista é tão grande que não cabe em uma única cápsula. E a mistura imprópria de diuréticos com hormônio tiroidiano, laxantes e anfetamínicos, só vão piorando a situação.
Longe de mim, eu ser contra prescrições com fitoterápicos, homeopáticos, ou mesmo os alopáticos seguros e comprovados no auxílio para perda de peso. Sou favorável, muito favorável. Desde que se tenha ética, ciência e consciência.
E estas três devem estar BEM equilibradas quando se bate o carimbo com o número do CRM no receituário. É o que seu paciente espera e, o mínimo que nós, filhos de Esculápio, devemos fazer para “conservar imaculada nossa vida e nossa arte”, se me permitem parafrasear o juramento de Hipócrates. Jurou, tá jurado! Esta é a parte médica. Frustro um pouco aqueles que entram em minha sala e esperam sair com milagre já em andamento…
Aviso aos candidatos “emagrecentes”: nada na vida é definitivo. Por quê o emagrecimento seria? O definitivo é fixo, inflexível.
Sim, somos seres que podemos mudar, esta é a mensagem disso tudo. Mudamos de acordo com o que queremos e como podemos, e, se quisermos emagrecer, devemos pensar e agir favoravelmente a isso. Não dá? É por que não quer. Negue o quanto quiser.
Assuma que não é a sua hora de mudança. Só não vale a lenga-lenga do “corpo acostumou” com o remédio, da reeducação alimentar que não dura nos finais de semana e do sedentarismo ser culpa do seu trabalho. Isto cansa. Cansa você, que tem que acreditar nisto tudo e, por final, ainda tem que convencer seu médico a acreditar! Isso sim dá um trabalhão…
E se engordou, de novo? De novo é recomeçar. Se dê outra chance.
Eu li um texto, “piégas” (e, ao mesmo tempo, sábio), neste último 12 de junho, de que só nos valemos de dois sentimentos para sermos felizes: amar e perdoar.
Eu refleti.
Refaço a pergunta: engordou DE NOVO? Ame-se, a ponto de decidir sobre a ATITUDE que envolve o emagrecer. Perdoe-se, por todas as vezes que tentou em vão. Continue, siga amando-se, e verá, como quem se gosta de verdade, sente-se bem consigo mesmo. Independe do peso.
Uma última chamada: profissionais que prometem “fórmulas mágicas”, não existem, sinto em dizer. E todos sabemos, até falamos para as nossas crianças, que a mágica é ilusão. Conclusão: você está se consultando com um ilusionista. Cuidado!
Truques baratos podem lhe custar caro.